Book launch “Esperar não é saber: arte entre o silêncio e a evidência” – André Mesquita

When Saturday, October 17th at 4:00 pm
What Book launch and talk with the author André Mesquita
Where .Aurora (Rua Aurora, 858, cj. 11 – República)
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cartaz-livro-andre

The book Esperar não é saber: arte entre o silêncio e a evidência / Art between silence and evidence  is the result of a research by the historian André Mesquita which, as from the analysis of artists and activists’s works, unclassified documents, newspapers, photos and videos, reflects about violence when practiced as State policies and the critical potential of artistical and political actions performed oftentimes outsite the borders of art system.

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(Portuguese version)

O livro Esperar não é saber: arte entre o silêncio e a evidência, é resultado da pesquisa do historiador André Mesquita que, a partir da análise de trabalhos de artistas e ativistas, documentos desclassificados, notícias, fotografias e vídeos, reflete sobre a violência praticada como política de Estado esobre o potencial crítico de ações artístico-políticas ocorridas muitas vezes à margem do sistema de arte.

Em primeiro lugar, as múltiplas dimensões da repressão durante as ditaduras no Brasil (1964-1985) e Argentina (1976-1983), ora ocultadas como segredo de Estado, ora tornado públicas como dispositivos de terror e controle social, são discutidas na perspectiva de dois trabalhos: Situação T/T,1 (abril de 1970), de Artur Barrio, em que “trouxas ensanguentadas” são lançadas anonimamente às margens de um córrego em Belo Horizonte, provocando um clima de tensão entre o público e as autoridades em relação àqueles vestígios; e Nosotros no sabíamos (Nós não sabíamos), trabalho de compilação de recortes de jornal iniciado por León Ferrari poucos meses após o início da ditadura argentina e o governo repressivo do general Videla, em que o artista reúne notícias de diários argentinos sobre o aparecimento de cadáveres em lugares públicos, sequestros e pedidos de habeas corpus realizados por familiares de desaparecidos.

Em um segundo momento, o livro interpela o legado da ditadura presente na atuação arbitrária de agentes policiais e militares, a fim de discutir o processo de institucionalização das práticas de tortura, assassinato e desaparecimento no Brasil. A pesquisa toma então como ponto de vista o vídeo da artista Clara Ianni e da ativista Débora Maria da Silva (fundadora do Movimento Mães de Maio), Apelo (2014), realizado no Cemitério de Perus (São Paulo), conhecido destino de corpos de militantes torturados e assassinados pelos repressores do regime durante a ditadura militar brasileira. O vídeo mostra a rotina atual do cemitério, onde diariamente são realizados enterros de “indigentes” e prováveis vítimas das muitas facetas da violência do Estado.

O projeto Esperar não é saber: arte entre o silêncio e a evidência foi contemplado pelo Ministério da Cultura e pela Fundação Nacional de Artes – FUNARTE no Edital Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2014.

O livro tem distribuição gratuita.